Óculos de realidade aumentada simula resultado de cirurgias oftalmológicas
Não bastasse todo o impacto emocional que a perda progressiva da visão pode causar, até mesmo o tratamento cirúrgico pode trazer ansiedade e insegurança dentro do consultório. Afinal, qual será o resultado após o procedimento? A visão ficará tão boa quanto antes?
Para calibrar as expectativas dos pacientes, os irmãos e oftalmologistas Marcello e Guilherme Colombo Barboza criaram uma solução tecnológica.
Após quase um ano de cálculos e testes, eles desenvolveram um óculos de realidade aumentada que, com ajuda de inteligência artificial, calcula referências de distâncias (para ver de perto e de longe, por exemplo) para projetar na tela do aparelho uma imagem que dê ao paciente a impressão de que ele está vendo normalmente.
“A nossa ideia era materializar a experiência e a percepção visual de viver com ou sem doenças como catarata e presbiopia, para as quais o nosso sistema está adaptado”, explica Guilherme Barboza.
O resultado projetado no visor do óculos 3D, porém, não é garantia do resultado da cirurgia. “É uma forma do paciente perceber a qual lente ele vai se adaptar melhor e que diferença elas podem fazer na visão que eles tem hoje”, afirma o oftalmologista. “É uma ferramenta de engajamento, que podem inclusive ser usada pelos familiares, para entenderem quais são as dificuldades do paciente.”
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Aplicação médica
O aparelho está sendo usado no Hospital Oftalmológico Visão Laser, em Santos, no litoral de São Paulo. Ele simula o ambiente do consultório e também outras situações cotidianas, como o trabalho em escritório, a direção de um carro e atividades domésticas.
Atualmente, a tecnologia é aplicada em pacientes com catarata e presbiopia.
A catarata é caracterizada pelo embaçamento da vista causado pela perda de transparência do cristalino, a lente natural do nosso olho. Já a presbiopia é um problema derivado do enrijecimento dessa mesma estrutura, provocando sensação de cansaço e peso no olhar e dificuldade de enxergar de perto.
No futuro, os médicos pretendem expandir o uso para casos de glaucoma e outras condições que causem a perda de visão e necessitem de tratamento cirúrgico.
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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de saude.abril.com.br.